Thursday, September 14, 2006

Missões Cosmopolitas

Esta é uma reflexão bem curta: Missões Cosmopolitas. Esta idéia tem me acompanhado já por algum tempo e reflete a globalização do campo missionário. Este termo transcende o paroquialismo missiológico, abrindo portas para a aceitação da presença inquestionável da comunidade nômade no mundo. As populações migratórias estão presentes e a cada dia se tornam mais significantes para o pensamento e a prática missionária. Encontramos mais de um milhão de japoneses em São Paulo; milhares de bolivianos e paraguaios naquela metrópole estão trabalhando quase que como escravos, vivendo ilegais e esperando por uma vida melhor. Há mais de doze milhões de imigrantes ilegais nos Estados Unidos, sendo sua maioria de fala espanhola. Fala-se dos hindus em Vancouver, British Columbia, no Canadá; da mesma forma, iremos encontrar os kurdos trabalhando na Alemanha, os muçulmanos em Paris e em Londres. A lista não para de crescer. Isto compõe uma nova qualificação para missões, a qual eu chamo de Missões Cosmopolitas.

Este tipo de fazer missões implica um alto índice de missão urbana, mas ao mesmo tempo traz ao cenário a grande necessidade de se estudar as causas e consequências do êxito rural em rumo às grandes metrópolis do mundo. Isso em si não deixa de trazer a necessidade de fazer uma ponte entre os camponeses e os industrializados, usando uma terminologia já um pouco antiga. No entanto, há uma grande carência de se conhecer melhor a dinâmica da adaptação, ou das adaptações, daqueles que não somente chegam aos grandes centros provindos de um pano de fundo rural, mas também com todas as deficiências de língua, culturas diferentes, e costumes que são tão diversos quanto as oportunidades que se lhe desaparecem diante de seu próprio desespero. Assim eu continuo a pensar mais e mais sobre o que missões cosmopolitas podem ser.

Desligo!

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